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Autor Tópico: Qual a Radio Local mais Pimba que conhecem?  (Lida 1787 vezes)
goodsound
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« Responder #20 em: 28 de Janeiro de 2010, 14:34 »

Há muitas rádios, ditas, populares, de norte a sul do país.

É uma realidade que, felizmente ainda existe, porque acaba por dar maior voz ao que é puramente "nosso". Geralmente o tipo de ouvinte é de 45 anos para cima, com pouca formação escolar e trabalham nos sectores primário e secundário. Isto, na generalidade do que conheço.

Volto a frisar que não existem rádios foleiras ou pimbas. Cada realidade é uma realidade e os gostos de cada um, são diferentes.

Quem, por exemplo cumpre muito bem o seu papel, é a Rádio Voz de Alenquer, como rádio popular que é. Agora pergunto: Será a Rádio Sim uma rádio foleira, azeiteira, etc? Pimba?

Não é fácil fazer ou trabalhar neste tipo de rádio. Obriga todos os seus locutores a serem excelentes comunicadores porque grande parte do seu auditório entra em directo. É o que, na minha opinião deixou de haver em tantas outras rádios de outros estilos. Humanização. Feedback com ouvintes.

A própria promoção da musica nacional ligeira, popular, etc, está assegurada com este tipo de rádio.
Nem mais.
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_pimba
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Rodhy
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« Responder #21 em: 28 de Janeiro de 2010, 15:17 »

Caro Goodsound,

Não defendo grande parte da explicação que é dada na Wikipédia sobre o que é Pimba.

O ser PIMBA, veio sim, da musica do Emanuel (Pimba Pimba), sendo que, tudo o que faz jogo de palavras de forma sexista tornou aquele tipo de musica conhecida como tal.

Essa designação ou rótulo, passou erradamente, a ser conotada com a musica nacional de bailarico. O Tony Carreira? Musica Ligeira Portuguesa. As Tayti? Pop (Embora tenham titulos que vão dar ao Pimba).

Concordo que já antes com o Quim Barreiros, Nel Monteiro e afins havia conotação sexista nos refrões e letras. Mas sempre foi denominada de musica popular.

O Folclore não é Pimba. O fado não é Pimba (Embora tenhamos um Rouxinol Faduncho a fazer jogos de palavras com teor sexual). O Pimba, na sua essência resume-se a isto. Jogo de palavras sexistas em musica.

O grande problema, na minha opinião, é que se começou a meter tudo no mesmo saco.

Rádios Pimba? Não conheço rádios Pimba.

Vão até Espanha...defendem acérrimamente a sua musica e fazem questão até de anunciar grupos estrangeiros  na lingua deles (Piedras Rolantes, Las Puertas, etc).

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riavox
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« Responder #22 em: 28 de Janeiro de 2010, 15:30 »

Qual a Radio Local mais Pimba que conhecem?
Realmente a cada cromo! Porque não perguntar antes quais as rádio com uma vertente mais popular? Qual o seu papel no mundo da rádio? Tem Futuro?
Agora perguntar qual a rádio mais pimba, algum dia destes ainda perguntam qual o locutor com as orelhas mais grandes? É sem dúvida uma pergunta com muito interesse!
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Rodhy
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« Responder #23 em: 28 de Janeiro de 2010, 15:33 »

CAro Riavox,

Já chegámos a essa conclusão que chamr de Pimba é depreciativo, por isso, optámos pelo "popular". Convém ler o tópico todo. Wink
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pereira
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« Responder #24 em: 28 de Janeiro de 2010, 15:55 »

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Não é fácil fazer ou trabalhar neste tipo de rádio. Obriga todos os seus locutores a serem excelentes comunicadores porque grande parte do seu auditório entra em directo. É o que, na minha opinião deixou de haver em tantas outras rádios de outros estilos. Humanização. Feedback com ouvintes.

Olá,

Concordo plenamente com isto. E por vezes até acho triste que se desvalorize um pouco o papel destas rádios de cariz mais "popular". Afinal, talvez sejam as que chegam mais próximo do ouvinte. Sei que há pessoas que ligam para estas rádios só porque se sentem sozinhas.. e depois também existem cenas muito divertidas, e até insólitas, nos directos, mas que no fundo acabam por ser a imagem do português que encontramos quando saímos da grande cidade.

E, sinceramente, não me importava nada de colaborar numa rádio deste género. Antes pelo contrário. Acho que seria uma grande escola.
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Rodhy
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« Responder #25 em: 28 de Janeiro de 2010, 17:25 »

Dentro deste contexto, pergunto ao fórum o que acham de nós adoptarmos o esquema espanhol de apresentação dos artistas, se bem que há situações engraçadas...


Exemplos:

Rolling Stones (Pedras Rolantes); Michael Bolton (Miguel Rebites); Bryan Adams (Bruno "Pastilhas")  declarar

Claro que no panorama actual, não traduzimos, como nuestros vizinhos, nomes próprios.
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« Responder #26 em: 28 de Janeiro de 2010, 17:56 »

Sinceramente penso que não ia achar piada. Assim como não acho às dobragens nos filmes. Nos animação tudo bem, agora nos outros não tenho paciência.
É uma questão de gostos....
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« Responder #27 em: 28 de Janeiro de 2010, 22:22 »

Eu trabalho numa rádio que, não sendo marcadamente popular, tem uma base de ouvintes de idade já um pouco avançada. Mais do que uma rádio, a estação onde trabalho - à semelhança de outras pelo país fora - não se limita a debitar discos. Privilegia a interacção com o público e são vários os espaços onde o ouvinte é quem manda.

Como já foi dito, esta característica obriga a que os comunicadores sejam excelentes naquilo que fazem. Que saibam escutar, que saibam compreender e tolerar os excessos das "dedicatórias" em antena que, por vezes, são mais que muitas. Mas se são mais que muitas isso é bom sinal. Isso diz-nos que a rádio não é só uma rádio, mas sim uma grande família.

Embora não faça animação (estou ligado à informação), não tenho qualquer problema em admitir que, num futuro próximo, me sentiria à vontade para conduzir um programa de discos pedidos. Quem trabalha em rádio e quem tem "aquela paixão" sabe bem qual é a sensação de saber que está a ser ouvido, que há alguém do outro lado atento à emissão, ansiosa por entrar em directo, a reclamar que está "em linha há imenso tempo", coisa assim. É um papel digníssimo.

Há que dar valor à palavra e aos comunicadores.
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« Responder #28 em: 29 de Janeiro de 2010, 10:44 »

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u trabalho numa rádio que, não sendo marcadamente popular, tem uma base de ouvintes de idade já um pouco avançada. Mais do que uma rádio, a estação onde trabalho - à semelhança de outras pelo país fora - não se limita a debitar discos. Privilegia a interacção com o público e são vários os espaços onde o ouvinte é quem manda.

Como já foi dito, esta característica obriga a que os comunicadores sejam excelentes naquilo que fazem. Que saibam escutar, que saibam compreender e tolerar os excessos das "dedicatórias" em antena que, por vezes, são mais que muitas. Mas se são mais que muitas isso é bom sinal. Isso diz-nos que a rádio não é só uma rádio, mas sim uma grande família.

Embora não faça animação (estou ligado à informação), não tenho qualquer problema em admitir que, num futuro próximo, me sentiria à vontade para conduzir um programa de discos pedidos. Quem trabalha em rádio e quem tem "aquela paixão" sabe bem qual é a sensação de saber que está a ser ouvido, que há alguém do outro lado atento à emissão, ansiosa por entrar em directo, a reclamar que está "em linha há imenso tempo", coisa assim. É um papel digníssimo.

Há que dar valor à palavra e aos comunicadores.

Esperava por um post assim. Vindo de alguém que tem essa experiência também.
Já tive o mesmo tipo de experiência numa rádio generalista em que as manhãs eram assim e curiosamente, em apenas 6 meses de emissão desse programa, onde imperava a musica Portuguesa e a interacção com os ouvintes, a minha rádio da altura passou a liderar audiências na zona, quebrando a liderança de outras duas rádios.

A moral desta história é de que não há rádios foleiras, azeiteiras ou pimbas. Existem sim, realidades e estilos diferentes e se nos pusermos no lugar ed um ouvinte que ouve uma rádio dessas achar muito foleiras as rádios que não passam musica Portuguesa (Porque não sabem Inglês) e que é mesmo necessário haver rádios com interacção com os ouvintes, mesmo que só seja conversa "da treta". Há muita gente só que vê na rádio uma companhia. Conheço até casos em que locutores receberam heranças devido ao papel que assumiram perante ouvintes.

Há a questão dos gostos. Não se pode gostar de tudo e muitas vezes o que é compreendido como Pimba, é mal visto e sinal de ser saloio. Isso não é assim. Tudo tem uma razão de ser e as rádios populares sempre serão a mais valia do radialismo em Portugal e acho que todos deveríam passar por uma experiência dessas, pelo menos durante um ano para falar com exactidão e crescer como profissional e principalmente como comunicador.

Confesso que fiquei apreensivo quando o tópico foi lançado e de imediato colocar avisos de como devería progredir este tópico.
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« Responder #29 em: 29 de Janeiro de 2010, 12:05 »

Estou ligado a Rádio, e nesta onde trabalho a música popular tem passado e muito.
Considero que na Rádio onde estou não é mais que agora chamada redes sociais.
No fundo quando o meu filho esta no MNS o que faz? (falar com amigos), e no fórum da escola (falar com amigos).
O ouvinte quando liga para rádio não esta a falar com amigos? Muitas vezes é a única forma de falar com alguém.
E quando é a noite, que não tem ninguém em casa, a rádio e o seu locutor é a única companhia.
Agora a rádio tem de ser dinâmica para ter ouvintes, e tem de ter locutores em estúdio para poder atender o telefone, e não ser como muitas que é o computador e pouco mais.
E aqui não pode ter discos porque o computador ainda não atende o telefone.
A Rádio Local faz ou não um serviço público? Que não é pago como tal!
Agora se é Popular ou Pimba ter ouvintes em directo, falar do problema da sua rua, ter o Rancho da sua terra em directo (as tradições de um povo) ou os miúdos da escola a contar contos.
Não sei o que é!
Mas penso que é serviço público!
O que sei é que as nacionais cada vez mais seguem o que algumas locais tarem feito.
Rádio em directo.
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